| Província | Beira Litoral | ||||||||||||||
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| Região | Centro | ||||||||||||||
| Subregião | Baixo Vouga | ||||||||||||||
| Distrito | Aveiro | ||||||||||||||
| Gentílico | Aguedense | ||||||||||||||
| Área | 335 Km2 | ||||||||||||||
| População | 49041 habitantes (146 habitantes/Km2) | ||||||||||||||
| Rios | Águeda, Vouga, Cértima, Marnel, Alfusqueiro, Agadão | ||||||||||||||
| Feriado Municipal | 2ª feira depois do Domingo de Pentecostes | ||||||||||||||
| Nº de freguesias | 20 | ||||||||||||||
| Freguesias | Agadão, Aguada de Baixo, Aguada de Cima, Águeda, Barrô,Belazaima do Chão, Borralha, Castanheira do Vouga, Espinhel, Fermentelos, Lamas do Vouga, Macieira de Alcôba, Macinhata do Vouga, Óis da Ribeira, Préstimo, Recardães, Segadães, Travassô,Trofa, Valongo do Vouga | ||||||||||||||
| Praça do Município; 3750-500 AGD | N.I.F.: 501 090 436 | Pág. 1 / 1 |
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1.1. - Espaço Geográfico
Águeda situa-se na Beira Litoral, pertencendo ao distrito de Aveiro. Os concelhos vizinhos são nove: Vouzela, Oliveira de Frades e Tondela que se localizam a Nascente; Mortágua e Anadia a Sul; Oliveira do Bairro e Aveiro a Poente; e Albergaria-a-Velha e Sever do Vouga a Norte. Águeda tem uma localização central entre a praia e a montanha. A sua periferia é rica em zonas termais, como S. Pedro do Sul, Curia, e Luso; praias diversas, como Mira, Vagueira, Costa Nova, Barra, S.Jacinto e Torreira; e montanhas, como o Caramulo, Freita, Gralheira e o Buçaco.
1.2 -População e actividade económica
O concelho tem uma densidade populacional de 146 habitantes por Km2, para um total de 49041 habitantes distribuídos assimetricamente que, à imagem do país, se concentram na zona ocidental do concelho. As razões para tal são históricas e, em tempos não muito distantes, prendiam-se com a localização de maiores e melhores terrenos agrícolas e boas acessibilidades para a actividade comercial. Nos dias de hoje, a actividade comercial e os acessos (factor importante na mobilidade de pessoas e bens) continuam a ser as razões desta assimetria, ao que se somam o emprego e os serviços de apoio à estrutura social.
Salvo raras excepções, a concentração urbana, assim como os principais núcleos industriais, acompanharam a principal via de comunicação que atravessava o concelho. "Primeiro" como estrada romana (vestígios); depois estrada real; e, por último, como Nacional 1. Hoje, esta é a via estruturante para o movimento radial de distribuição de mercadorias e do movimento pendular, tanto interno como externo, de pessoas. A indústria é o grande motor da actividade económica no concelho, com algumas referências a nível nacional, tais como as ferragens, as bicicletas, o mobiliário de escritório, a iluminação e os produtos eléctricos. A construção e o comércio têm também relevância económica e ajudam a manter os níveis de empregabilidade altos, enquanto que a silvicultura e a agro-pecuária são as principais actividades no interior concelhio.
1.3 -História
A antiguidade da ocupação desta região é revelada por diversos monumentos arqueológicos, nomeadamente o Cabeço do Vouga, importante estação arqueológica localizada junto do trajecto da via militar romana de Olissipo a Bracara Augusta. Do período do Neolítico (V milénio a.C.), surgem-nos alguns testemunhos arqueológicos que documentam a existência de pequenos povoamentos, nomeadamente os monumentos funerários (tumulus ou mamoas) que pontuam a região. No entanto, é a partir da Idade do Bronze (II milénio a.C.) que encontramos mais documentos, referências e vestígios que atestam a existência de povoamentos que terão estado na origem das populações da I Idade do Ferro (a partir de 1 000/900 a.C./700 a.C.).
A partir do século I a.C., assiste-se à invasão da Península Ibérica pelos Romanos, que protagonizaram a reorganização e remodelação do território que esteve na origem de Casal Lausato (1050), a designação medieval da cidade de Águeda. A designação moderna da cidade (também designada pelo seu nome próprio latinizado Anegia, Agatha e Ágada) surge em consequência da proximidade do rio Águeda, afluente do Rio Vouga, que fomentou a criação do porto de Santa Eulália. No século XI, Águeda é já um burgo próspero, com uma agricultura e um comércio desenvolvidos e o seu porto movimentado.
Em 1515, a povoação de Águeda era uma terra reguenga que acabaria por ser anexada à casa ducal de Aveiro. Contudo, a redefinição das entidades administrativas no século XIX, aliada à importância geo-estratégica do seu hospital no quadro político-militar da resistência à 2ª invasão francesa, permitiu a criação do actual concelho de Águeda em 1834, sendo a sede do município elevada à categoria de cidade a 14 de Agosto de 1985 .
O novo concelho, que englobava 18 das actuais freguesias, possuía uma posição geográfica estratégica no quadro do eixo norte-sul. Com a reestruturação da rede viária e a implementação dos transportes ferroviários, assistiu-se a um aumento populacional e a uma dinamização da economia, que por sua vez traduziu-se na dinamização da indústria e serviços.
1.4 - Recursos Turísticos
1.4.1 - Património Arqueológico
a) Estação Arqueológica de Cabeço do Vouga / Sítio da Mina
Classificado pelo IPPAR como imóvel de interesse público na categoria arqueologia / povoado fortificado, a estação arqueológica revela um quadro ancestral de povoamentos pré e protohistóricos.
O domínio romano é visível em grandes edifícios e no inúmero material que identifica a sua cultura. Os artefactos encontrados, e que fazem parte do espólio do sitio da mina, estão presentes no pequeno museu local e revelam a cultura material de diferentes populações. Nas imediações, encontrase por escavar o monte redondo e a necrópole das almas santas do passal.
Para mais informações ou marcações: 96 202 98 41
1.4.2. - Património Natural
a) Parque Alta Vila
O exlibris dos espaços públicos municipais está classificado pelo IPPAR como imóvel de interesse municipal. O Parque Municipal de Alta Vila ocupa uma área de 31.400m2 e tem a sua origem na segunda metade do século
XIX. É composto por um jardim e bosquete, com uma grande diversidade de espécies, delineado sob a influência francesa da época. Além da habitação principal, tem um salão de chá, uma capela, uma estufa, uma muralha cheia de torreões e uma rede de grutas, que dão uma aura encantada ao parque.
b) Pateira
A Pateira constitui o maior espelho de água da Península Ibérica. Com origem no rio Cértima, as águas da Pateira fluem para o rio Águeda que, por sua vez, converge no rio Vouga, em direcção à ria de Aveiro. A Pateira integra a ZPE (Zona de Protecção Especial) da Ria de Aveiro, parte integrante da rede natura 2000. Significa que as aves são protegidas neste local, nomeadamente espécies como o Milhafre Preto, Milvus Migrans; Garça Vermelha, Ardea purpurea; o Garçote, Ixobrychus minutus; e a Águia sapeira, Circus aeruginosus.
A pesca desportiva, os percursos de kayak, as rotas de BTT e os percursos pedestres são prática comum nesta lagoa.
1.4.3. - Património Edificado
a) Igreja Matriz de Belazaima do Chão
Encontrase em vias de classificação, pelo IPPAR, com despacho de abertura, na categoria da arquitectura religiosa. A igreja foi reconstruída em 1748 (séc. XVIII) e é de estilo barroco, tendo por orago S. Pedro. As cantarias são de calcareo com um ou outro elemento de granito. Os tectos desta Igreja são formados por duas unidades: a capelamor e a nave central., sendo ambas compostas por caixotões singelos de pintura lisa datados de 1844.
b) Igreja da Trofa - Túmulos dos Lemos - Panteão dos Lemos
A igreja da Trofa, data do século XVI, tendo sofrido acrescentos nos séculos XVII e XVIII. A sua notoriedade advém do conjunto escultórico tumular inserido na capelamor, onde a estátua orante de D. Duarte de Lemos se destaca, obra que hoje se pode atribuir seguramente a Hodart.
As esculturas renascentistas são constituídas por dois grupos tumulares, cada um formado por dois arcos divididos por pilastras, levantadas em alto basamento e dominadas de entablamento direito. O Panteão dos Lemos está classificado com a categoria de MN, Monumento Nacional, na categoria da arquitectura religiosa.
c) Capela das Almas Santas da Areosa
A capela das Almas Santas da Areosa (séc. XVII) é de planta octogonal, sendo a capelamor de matriz rectangular. Pertence ao núcleo poligonal barroco da região Aveirense. Como capela, o edifício impressiona pela sua dimensão: coberta com cúpula de oito panos, com fogaréus nos ângulos e uma bela cruz na vertical da porta. O interior é simples e guarda três retábulos do sec. XVIII. Recebe o maior número de visitantes durante a romaria das Almas Santas da Areosa.
1.4.4. - Património Museológico
a) Museu da Fundação Dionísio Pinheiro e Alice Cardoso Vieira
O Museu foi inaugurado em 1985 e é orientado para a arte e cultura. O seu património inclui uma rica colecção de pintura portuguesa dos sécs. XIX e XX, assim como porcelanas chinesas e portuguesas e exemplares de mobiliário português e francês, entre outros itens. Para além do espaço onde se encontra a exposição permanente, existe uma sala de exposições temporárias, uma sala de conferências e uma biblioteca.
Para mais informações ou marcações: 234 623 720
b) Museu Etnográfico da Região do Vouga
Localizado na Vila de Mourisca do Vouga, este Museu é propriedade do Grupo Folclórico da Região do Vouga. O seu espólio, e consequentemente as suas colecções, é constituído por Trajes e complementos da indumentária, assim como objectos de uso doméstico, utensílios de trabalho, armaria, arte sacra, fotografia, artesanato, música, imprensa, numismática,
medalhística, filatélica, entre outras preciosas obras.
Para mais informações ou marcações: 234 645 888
c) Casa Museu Cancioneiro de Águeda
A Sede e Casa Museu do Cancioneiro de Águeda, situada na rua Eng. Júlio Portela, resulta da recuperação de um edifício adquirido pelo próprio Cancioneiro uma casa solarenga construída no século dezoito. O Grupo Infantil, o Grupo Típico e as Velhas Guardas têm aqui o seu espaço próprio e a grande colectividade vê finalmente arrumados os seus "actores", restando ainda o primeiro andar para mostrar o espólio e património de uma longa vida iniciada em 1 de Novembro de 1958.
Para mais informações ou marcações: 234 197 551
d) Secção Museológica da CP em Macinhata do Vouga
A Secção Museológica de Macinhata do Vouga, fundada em 1981, está situada na estação do mesmo nome e ocupa instalações adaptadas para o efeito, onde se pode apreciar um vasto espólio das companhias ferroviárias Naiconal e Vale do Vouga.
Para mais informações ou marcações: 249 130 255
e) Instituição João Tomás Nunes
A Instituição João Tomás Nunes localizase na Vila de Fermentelos. Foi criada em 1942 pelo Prof. Artur Nunes Vidal em colaboração com a Junta de Freguesia de Fermentelos. Tinha como principal missão distribuir prémios aos alunos das escolas primárias dessa região. Actualmente, procura preservar a cultura popular das gentes da terra. Assim, existe no Largo do Cruzeiro uma exposição permanente composta por um recheio generoso de peças antigas de diversas épocas.
Para mais informações ou marcações: 234 721 218
1.4.5 - Aldeias Serranas
a) Macieira de Alcôba
Em plena Serra do Caramulo, encontrase a freguesia de Macieira de Alcôba originalmente designada por Monte D' Alcobar. Esta é uma região marcada pela própria história, costumes e tradições. Entre eles, o antigo uso feminino do capucho de lã ou de burel escuro ou preto, a saia rodada e a chinela, sem esquecer a distribuição do pão na mesa de granito após os funerais.
A par das características da sociedade e do próprio modo de vida comunitário que a caracterizava, esta aldeia inserese num ambiente de beleza natural e paisagens deslumbrantes com as suas nascentes naturais e pequenas corgas que atraem o visitante a este lugar encantador.
b) Lourizela
Lourizela é uma aldeia serrana localizada na freguesia do Préstimo na vertente ocidental da serra do Caramulo e altaneira ao rio Alfusqueiro. A nostalgia de outros tempos e a procura de tranquilidade, aliada a uma vontade de preservar a sua herança cultural, fez com que os naturais de Lourizela proporcionassem uma nova vida à aldeia. Novos "colonos" aderiram também à reconstrução da aldeia, dandolhe uma lufada de ar fresco que a tornou mais deslumbrante e apelativa que nunca.