Uma terra a descobrir...
Coração do Minho, Princesa do Cávado, Rainha do Artesanato, esta cidade é a cabeça do maior concelho de Portugal, com 89 freguesias, onde a arte popular, a tradição, o património, o Cávado e a natureza se fundem num cenário de rara beleza.
Povoação nascida no despontar da Nação lusitana, num local estratégico, depressa assumiu um papel relevante no contexto regional, tornando-se rapidamente "Villa" real em meados do Século XII, por carta Foral de D. Afonso Henriques. Posteriormente D. Dinis confere-lhe o título de "Vila" Condal, para mais tarde passar a Ducal, quando nela se enraizava já a sua mais nobre casa aristocrática - a dos Braganças. Fruto desta longa vivência histórica com mais de 700 anos, são os inúmeros monumentos e acervos patrimoniais e artísticos que por toda a cidade e concelho testemunham e representam as memórias e passagem de antanho. O Centro Histórico é disso o melhor exemplo, com imóveis e pormenores de todos os estilos de arte e épocas da vivência do Portugal Antigo. Do Românico ao Gótico, da Renascença ao Neoclássico passando pelo Barroco, todos estão representados neste centro, agora revitalizado, o qual faz de Barcelos uma das mais belas urbes do nosso país.
Por todo o concelho existem inúmeros vestígios da milenar ocupação humana desta terra, desde a pré-história à intensa participação no processo da constituição da nacionalidade.
Mas a maior imagem deste concelho é o seu esbelto e colorido Galo, transformado em símbolo de Portugal Popular, que despertou o imaginário dos nossos artistas para a mais nobre arte popular - o Artesanato.
O artesanato barcelense exprime-se por todo o concelho nas suas mais diversas formas e matérias (Cerâmica, Madeiras, Cestaria, Tecelagem e Bordados, Couros, Ferro e Derivados) nas oficinas dos artistas da arte popular. Em cada uma das 89 freguesias temos uma história, uma arte, um artesão, uma biografia e alegria de quem sempre fez aquilo que o coração e a tradição ditaram - o Artesanato. Na memória de todos os minhotos e no quadro de honra dos que fazem do artesanato a sua arte, estarão certamente, os ilustres mestres barcelenses: Rosa Ramalho, Mistério, Rosa Côta, Arménio Coelho, entre muitos outros, que elevaram o nome da arte popular e dignificaram este concelho tão singular.
Todo este manancial artesanal poderá ser visto anualmente num só palco - a Mostra de Artesanato e Cerâmica de Barcelos, que é certamente uma das mais autênticas e ricas de Portugal.
O Folclore, as Festas, Feiras e Romarias são também uma das imagens fortes deste concelho tradicionalmente devotado às suas origens e tradições, prova disso é a sua gastronomia, doçaria e vinhos verdes que conservam ainda os sabores e aromas de antanho...
A Grandiosa Festa das Cruzes, no início de Maio (3 Maio) é a primeira grande romaria do Minho, e é também o retrato do Barcelos Autêntico nas suas mais originais tradições religiosas, etnográficas e culturais. Nestes dias, a cidade veste o seu melhor traje e engalana-se para receber os ranchos folclóricos, os Zés Pereiras, as bandas de música popular e para ver a grandiosa procissão e o desfile das Cruzes e dos mordomos, o cortejo etnográfico, e as grandiosas sessões de fogo de artifício que iluminam as margens do rio e embelezam o Paço dos Duques. Nas Cruzes, respira-se em Barcelos o ar típico das romarias minhotas, com as tasquinhas, os cantares ao desafio, as concertinas o estralejar dos morteiros e toda a envolvência da cultura e romarias populares que fazem desta uma das maiores do Minho, terra onde as romarias ainda conservam as tradições ancestrais.
Barcelos é ainda palco de uma das mais antigas feiras semanais (5º Feira), cuja origem remonta ao séc. XII, muito velha, mas sempre renovada; e é esta dicotomia que atrai milhares de visitantes e turistas nacionais e estrangeiros, pelo tipicismo e grandeza motivados pela possibilidade de visionar ao vivo tudo o que este concelho de melhor tem para oferecer.
O património monumental e natural confere a este concelho cenários de pura beleza onde se cruzam os elementos naturais com a singeleza e sobriedade dos traços artísticos que testemunham a longa vivência deste concelho. Do seio da manta de retalhos verdes, típica do minifúndio e dos cumes do Monte da Saia, Franqueira, Facho e Airo, aparecem os monumentos pré-históricos, os castros, as citânias, as ermidas, as igrejas românicas, os moinhos e as casas típicas da cultura do granito que conferem às paisagens tons e imagens únicas num concelho também ele ímpar nas suas artes, tradição e história.