Vila do Conde - TERRA de LUZ, BRILHO de MAR
A terra e o mar, a luz e a bruma, a tradição e o futuro. Os monumentos e os museus. As praças e os jardins. As festas populares e os festivais temáticos. A construção naval e as rendas de bilros. O peixe, o marisco e os doces conventuais. A animação cultural.
Vila do Conde é um barco de luz e de pedra navegado por gente feita de mar.
Para Ruy Belo, Vila do Conde é “o lugar onde o coração se esconde”, José Régio cantou-a “espraiada entre pinhais, rio e mar” e Antero escreveu que “isto por aqui é bonito com seu ar nobre e campestre, e põe a gente numa disposição de espírito plácida e suave”.
Terra milenária, cheia de tradições e rica em belezas naturais; um conjunto notável de monumentos representativos de várias épocas, com realce para o núcleo quinhentista; rio e mar com 18 km de praias tranquilas e de areia fina; as delicadas rendas de bilros; uma rede de museus e eventos de prestígio como o Festival Internacional de Curtas Metragens, os Cursos de Aperfeiçoamento Musical, a Feira Nacional de Artesanato ou a Feira de Gastronomia.
Eis Vila do Conde, fidalga, hospitaleira e linda!
monumentos
IGREJA MATRIZ DE VILA DO CONDE (MN) A construção, iniciada cerca de 1496, recebe um forte impulso em 1502, após a estadia em Vila do Conde de D. Manuel I. Destaque para o portal, obra de João de Castilho e, no interior, de três naves, a imagem de São João Baptista em pedra de ançã (século XVI), a pia baptismal (século XVIII), os azulejos da Capela de Nossa Senhora da Boa Viagem (século XVIII), o púlpito (século XVIII) e os retábulos de talha dourada. Acolhe ainda o Museu de Arte Sacra.
PELOURINHO (MN) Traduzindo a autonomia administrativa concedida por foral de D. Manuel I (também D. Dinis e, provavelmente, D. Sancho I outorgaram forais), a construção inicia-se em 1538. É catalogado como de “roca esférica”, com fuste de colunas torsas, encimado pelo brasão real e um braço empunhando uma espada.
PAÇOS DO CONCELHO Construído de raiz, em 1543, para albergar a Câmara Municipal. Na fachada destaca-se a escadaria que dá acesso à sala das sessões e a imponente tribuna de talha dourada no interior.
IGREJA DA MISERICÓRDIA (IIP) No primeiro quartel do século XVI inicia-se a construção do edifício da Misericórdia, que conserva ainda na fachada uma janela de traçado manuelino, enquanto a frontaria do templo, um notável exemplar da arquitectura clássica, data de 1559. Destaque para os azulejos de tapete (século XVII), os tectos com caixotões de madeira e o mobiliário em pau preto.
AQUEDUTO (MN) Concebido em 1626 para abastecer de água o Convento de Santa Clara, foi concluído em 1714. É o segundo mais extenso aqueduto do país e marca indelevelmente a silhueta da cidade.
IGREJA DE SANTA CLARA (MN) Relevante exemplar da arquitectura gótica no norte do país, foi erguida em 1318. Das intervenções posteriores, destaque para o trabalho de marcenaria dos tectos, nomeadamente do Coro Alto (século XVII) e para a Capela dos Fundadores (século XVI), que alberga os túmulos de D. Afonso Sanches - filho ilegítimo de D. Dinis - e sua esposa, D. Teresa Martins, descendente de D. Maria Pais Ribeira, senhoria de Vila do Conde, duas obras-primas da estatuária fúnebre portuguesa.
CONVENTO DE SANTA CLARA Não são visíveis vestígios do mosteiro gótico e do claustro restam apenas parte dos arcos abatidos e, ao centro, um fontanário, celebrando a chegada da água pelo aqueduto, com data de 1705. A construção do novo convento inicia-se em 1778, nunca chegando a ser concluída esta monumental obra neoclássica onde, entre 1928 e 1932, são realizadas obras de restauro.
FORTE DE SÃO JOÃO BAPTISTA (IIP) Iniciada nos últimos anos do século XVI, é uma das primeiras construções defensivas que rompe com as estruturas medievais, procurando responder às novas realidades militares. O padrão, vizinho, assinala a tentativa de desembarque das tropas liberais em 1832.
CAPELA DE NOSSA SENHORA DA GUIA (IIP) Já referenciada em 1059, é das mais antigas capelas de Portugal. Destaque para os azulejos do século XVIII e tecto de madeira pintado com cenas bíblicas. A plataforma em que se encontra serviu, até à construção do vizinho Forte de São João Baptista, de sentinela avançada na defesa de Vila do Conde. Faz parte do roteiro sentimental de Antero, Régio e Ruy Belo.
CAPELA DE NOSSA SENHORA DO SOCORRO (IIP) Erguida em 1603 por Gaspar Manuel, piloto-mor da carreira das Índias, a sua cúpula branca destaca-se na silhueta da cidade. No interior, o túmulo brasonado do seu fundador e magníficos azulejos do século XVIII.
FORA DA CIDADE, NÃO DEIXE DE VISITAR:
RIO MAU: IGREJA DE SÃO CRISTÓVÃO (MN) Um dos mais representativos exemplares do Românico português (século XII). Notáveis, os pórticos, a capela-mor e, principalmente, os capitéis figurativos, entre os quais a mais antiga representação iconográfica, em pedra, de barcos em Portugal.
AZURARA: IGREJA MATRIZ DE AZURARA (MN) Concluída em 1522, terá tido como modelo as orientações de D. Manuel I para a coeva Igreja Matriz de Vila do Conde. Realce para o sóbrio pórtico, encimado por uma cartela azulejada, assinala o enfiamento da barra do Ave. No interior, no pavimento, siglas que terão sido marcas de pescadores locais.
BAGUNTE: CIVIDADE DE BAGUNTE (MN) Povoado de origem pré-romana (século IV a.C. a século IV d.C.) possui um complexo sistema de muralhas. Em escavações arqueológicas foram encontrados os “Torques de Bagunte”, cinco jóias de prata que atestam a importância e o nível artístico desta comunidade.
LABRUGE: CASTRO DE SÃO PAIO Único castro marítimo da área portuguesa da cultura castreja, confirma a vocação marítima nesta região desde a Idade do Ferro. Nos rochedos são visíveis insculturas pré e proto-históricas.
MN Monumento Nacional IIP Imóvel de Interesse Público
museus
CASA DE JOSÉ RÉGIO Casa onde viveu e faleceu o poeta, romancista, dramaturgo e escritor José Régio (1901-1969). Expõe peças de mobiliário, arte sacra, peças cerâmicas de utilização doméstica e pintura reunidas pelo escritor ao longo da vida, numa disposição intimista, tal como se encontravam no quotidiano de Régio.
MUSEU DE ARTE SACRA Reunindo peças de arte sacra, este museu expõe imagens religiosas, paramentos e belos objectos ligados a celebrações religiosas, como a Cruz Processional da Capela de Formariz, do século XVI/XVII.
MUSEU DAS RENDAS DE BILROS Um dos ex-libris da cidade, ganhou importância em Vila do Conde desde o século XVI. O museu expõe belos exemplares de Rendas de Bilros - antigos e contemporâneos - e todo o tipo de instrumentos e materiais utilizados na sua confecção e possui uma oficina onde é possível apreciar, ao vivo, o trabalho das rendilheiras.
ALFÂNDEGA RÉGIA + MUSEU DE CONSTRUÇÃO NAVAL EM MADEIRA + NAU QUINHENTISTA Datado do final do século XV, o edifício alberga uma exposição permanente alusiva às temáticas alfandegária e naval. Funcionando em estreita articulação com a unidade museológica, destaca-se a Nau “Vila do Conde”, transportando os visitantes para tempos passados.
MUSEU DAS CINZAS As belas imagens que se integram na Procissão das Cinzas, bem como outras relíquias sacras, podem ser admiradas em visita acompanhada.
MUSEU DA COOPERATIVA AGRÍCOLA Colecção de grande valor etnológico, inclui o acervo da Mamoa de Guilhabreu e algumas peças da Cividade de Bagunte. Apresenta alfaias agrícolas e peças de cerâmica usadas por estas comunidades, bem como trajes de lavoura.
MUSEU DOS BOMBEIROS Revelando o quotidiano dos bombeiros e a diversidade das suas actividades, incita a boas práticas de segurança. Dispõe de uma mini-escola de trânsito para os mais jovens. (visitas por marcação prévia)
CENTRO DE MEMÓRIA DE VILA DO CONDE Em 2006, na Casa de São Sebastião, depois de uma profunda obra de recuperação e ampliação, abre ao público o Centro de Memória de Vila do Conde, estrutura que engloba o núcleo central do Museu de Vila do Conde e o Arquivo Municipal.
FORA DA CIDADE, NÃO DEIXE DE VISITAR:
VILAR: MUSEU VIVO DA COMUTAÇÃO MANUAL Os primeiros 50 anos das telecomunicações em Portugal estão neste museu vivo, peculiar e único na Europa, onde pode fazer as suas próprias ligações telefónicas manuais. (visitas por marcação prévia)
natureza
PRAIAS O litoral de Vila do Conde, banhado pelo Oceano Atlântico, estende-se ao longo de 18 quilómetros e oferece aos banhistas, no período estival, uma diversidade de serviços e actividades conexas com a prática balnear. Vila do Conde oferece seis Zonas Balneares designadas com um total de 33 concessões balneares e respectivos apoios de praia.
artesanato
RENDAS de BILROS O fabrico das rendas de bilros em Vila do Conde data, pelo menos, do século XVI, afirmando-se, ao longo dos tempos, como um dos mais expressivos ex-libris da cidade. Vila do Conde é, actualmente, o centro produtor de rendas de bilros mais importante do país, quer pela qualidade dos trabalhos, quer pelo número de pessoas que envolve.
LÃS de PESCADOR A manufactura de camisolas de lã e de outras peças de vestuário (gorros, meias, luvas), sobretudo em Azurara, é uma actividade com séculos de existência, actividade que procurava responder às necessidades de marinheiros e pescadores. Posteriormente, mantendo-se fiel às técnicas tradicionais, a produção das lãs de Azurara diversificou e penetrou nos circuitos da moda.
MINIATURAS de BARCOS As miniaturas de barcos são belíssimas obras de artes, reproduzindo todo o tipo de pormenores com enorme exactidão. Desde caravelas da Época dos Descobrimentos a embarcações tradicionais de pesca, estes artesãos conseguem-lhes dar vida, criando, desta forma, interessantes peças de artesanato.
MANTAS e TAPETES de TRAPO As mantas e tapetes de trapo são tecidos em teares rudimentares de madeira, a partir de tiras de farrapo na freguesia de Rio Mau, e de lã na freguesia de Fornelo, por hábeis tecedeiras que produzem belas mantas e tapetes de cores variadas.
gastronomia
PRATOS TÍPICOS Em Vila do Conde, a gastronomia reflecte a sua situação geográfica em relação ao mar e à rica região agrícola. É particularmente apreciado o cabrito assado, a pescada à marinheiro e toda a variedade de peixes e mariscos sempre frescos.
DOCES CONVENTUAIS Os doces conventuais são uma tradição secular em Vila do Conde. O Convento de Santa Clara, onde a arte de doçaria atingiu o maior esmero e perfeição, foi uma verdadeira escola. Entre diversas especialidades, destacam-se os doces de ovos.
PÃO DOCE A rosca de pão doce ou rosca de folar de Páscoa é, também, um doce tradicional de Vila do Conde, tradição que ainda hoje se encontra enraizada nas freguesias de Labruge, Mindelo, Modivas, Vila Chã e Vilar.
outros equipamentos culturais
AUDITÓRIO MUNICIPAL
BIBLIOTECA MUNICIPAL “JOSÉ RÉGIO”
CENTRO CIÊNCIA VIVA
CENTRO DE ACTIVIDADES – PARQUE JOÃO PAULO II
CENTRO MUNICIPAL DE JUVENTUDE
GALERIA SOLAR / LIVRARIA MUNICIPAL
TEATRO MUNICIPAL