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Património - Lagos - Esatuária

Estatuária

Lagos tem nas suas estátuas um pouco da sua história, das suas gentes, da sua tradição. Apreciá-las é recordar tempos idos, viver um pouco do passado, confrontando-o com o presente.

 

Estátua a El Rei D. Sebastião

Localizada na Praça Gil Eanes, esta escultura é da autoria de João Cutileiro. Inaugurada em 1972, perpetua a memória de D. Sebastião, o jovem monarca que elevou Lagos à categoria de cidade, em 1573, e daqui partiu, em 1578, à conquista de Alcácer Quibir, na fatal expedição militar a Marrocos, onde viria a desaparecer.

Em torno do desaparecimento do rei formou-se o "Mito do Sebastianismo" que perdurou na memória do povo, na literatura e na filosofia portuguesa até aos dias de hoje. O povo recusando-se a encarar o trágico e fatal destino do rei, acreditava que este haveria de voltar num dia de nevoeiro.

Á data da sua inauguração esta escultura suscitou grande polémica por romper com a tradição figurativa vigente. Actualmente é um dos ex-libris da cidade e a generalidade das pessoas associam-na automaticamente a Lagos.

Tríptico Alusivo a Alcácer Quibir

Da autoria de João Cutileiro, retrata a Batalha de Alcácer Quibir e o desaparecimento do Rei D. Sebastião.

Localiza-se no Jardim da Constituição, próximo do antigo Castelo dos Governadores.

 

Mulher Nua

Da autoria de João Cutileiro, esta peça em mármore foi realizada na década de oitenta. Pode ser apreciada no espaço público da Rua Portas de Portugal.

 

Estátua ao Infante D. Henrique

Inaugurada em 1960, de autoria do escultor Leopoldo de Almeida, constitui uma obra de arte que imortaliza a figura do Infante e a sua permanência em Lagos durante parte significativa da sua vida. Aqui dirigiu a fase Henriquina dos Descobrimentos portugueses. É conhecido mundialmente pelo cognome de "O Navegador".

Natural de Lisboa, Leopoldo de Almeida é uma referência nacional no âmbito da estatuária de índole histórica. Faleceu em 1975.

Estátua a Gil Eanes

Localizada no Jardim da Constituição, esta estátua da autoria de Canto da Maia é uma homenagem ao lacobrigense que, em 1434, dobrou o Cabo Bojador. O navegador está representado junto a um vaso improvisado, num barril, que contém uma planta, símbolo da descoberta de terra para além do Cabo Bojador.

Canto da Maia era natural de S. Miguel - Açores, onde nasceu em 1890.

Brasão de Lagos

Obra em calcário representando a Heráldica Municipal de Lagos, constituída por um pano de muralha com duas torres, encimadas pelas Armas do Infante D. Henrique.

Realizada pelo artista lacobrigense José Arvelos, está instalada no Jardim da Constituição, em Lagos.

 

Dia Internacional da Criança

Escultura de José Vieira Cabrita (Natural de Olhão, foi Secretário da Câmara Municipal de Lagos, cidade onde reside). Trata-se de uma obra de betão inaugurada em 1979, no âmbito das Comemorações do Ano Internacional da Criança

 

Monumento aos Pescadores

Data de inauguração: 25 Abril de 1995.

Autor: Tolentino Abegoaria

Tema: homenagem da Câmara Municipal de Lagos aos Pescadores em sinal de apreço pela classe piscatória de Lagos e pelo contributo prestado ao desenvolvimento sócio-económico desta terra.

Localização:  Bairro dos Pescadores (Lagos)

Padrão Comemorativo do 10 de Junho

Da autoria de Jorge Mealha, foi inaugurado no dia 10 de Junho de 1996 pelo Presidente da República, Dr. Jorge Sampaio. Neste ano Lagos foi palco das comemorações nacionais do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas.

Jorge Mealha nasceu em Maputo (Moçambique) em 1934. Em 1975 fixa-se no Algarve, em Lagos, onde desenvolve o seu trabalho de escultura e cerâmica.

Monumento aos Navegadores Lacobrigenses

Data de inauguração: 1997

Da autoria de Alexandre Barata, este monumento foi concebido para homenagear os navegadores lacobrigenses que, com determinação e impulsionados pelo Infante D. Henrique, iniciaram no Século XV as viagens de descobrimento.

A escultura apresenta diferentes leituras, conforme o local em que nos encontramos, na envolvência da sua implantação, reforçando a ideia do processo evolutivo da dinâmica das navegações, dos Descobrimentos e do pensamento.

A espiral evoca o movimento progressivo através do mar e do desconhecido.

Alexandre Barata (Xana) nasceu em Lisboa em 1959. Licenciou-se pela ESBAL em 1984. Reside em Lagos há um bom par de anos, desenvolvendo, a par do seu trabalho de criação artística, a programação das exposições do Centro Cultural de Lagos.

 

Rosa dos Ventos

Autor: António J. B. Fernandes (Arquitectura e Direcção de Execução)

Soren Ernst (Escultura e Design)

Localização: Rotunda na Estrada da Meia Praia

Data de Inauguração: 27 de Janeiro de 1998

 

Monumento "Liberdade, diálogo e democracia" (evocativo do 25º aniversário do 25 de Abril)

Da autoria de Vera Gonçalves, foi inaugurado em 1999, por ocasião das Comemorações do 25º aniversário do 25 de Abril.

O conjunto dos elementos Terra,  Homem,  Diálogo, e  Luz, representados por um círculo de cadeiras luminosas, sobre uma calote esférica feita de pequenas pedras azuis,

constituem um monumento ao diálogo, aos 25 anos de vida democrática em Portugal, aos 25 anos do 25 de Abril.

 

 

"O Mar, a Mulher e a Terra"

Autoria: Eduarda Coutinho

Data de inauguração: 8 Março de 2001

Localização: Rua Infante de Sagres (Lagos); Avenida dos Pescadores (Vila da Luz)

Tema: elementos escultóricos inaugurados pela Câmara Municipal de Lagos no âmbito das comemorações do Dia da Mulher.

 

"Primavera em Lagos"

Autor: José Maria Pereira (escultor lacobrigense conhecido como Zé Maria)

Data de inauguração: 2001

Localização: Rotunda do Porto de Mós (Lagos)

 

São Gonçalo de Lagos

No cimo da Avenida dos Descobrimentos, encontra-se um local panorâmico conhecido por Chão Queimado, onde foi inaugurado em Junho de 2001 , por subscrição pública,  um Monumento a São Gonçalo de Lagos, padroeiro da cidade, da autoria do artista lacobrigense Tolentino Abegoaria.  Aqui pode desfrutar a beleza natural da maravilhosa Baía de Lagos. Em dias de céu limpo conseguirá avistar a reserva natural da ria de Alvor, com a Serra de Monchique em pano de fundo.

 

Obra Sem Título de Jorge Vieira

Obra realizada na década de noventa, constituída por tubos com cromatismo multicolor que à noite, através de iluminação direccionada, produz efeitos luminosos invulgares.

Jorge Vieira nasceu em Lisboa onde se formou em Escultura na Escola Superior de Belas Artes. Produziu centenas de esculturas, principalmente em barro e metal e inúmeros desenhos em tinta da china. Do seu trabalho destacam-se o "Prisioneiro político desconhecido" localizado em Beja e o "Homem-Sol" no Parque das Nações (Lisboa). Faleceu em 1998.

Fonte das Oito Bicas

Obra em calcário da autoria de Rui Paula. Representa a antiga Fonte Manuelina que, no Século XVI, servia para o abastecimento de água à população.

Natural de Lisboa, Rui Paula foi responsável por um conjunto de intervenções em vários centros históricos do País, nomeadamente em Lagos, onde integrou, até falecer, na década de noventa, o Gabinete Técnico Local da Câmara Municipal de Lagos.

 

O Tempo do Homem na Terra

Autor: Paulo Guilherme D' Eça Leal

Escultura instalada na Rotunda da Avenida das Comunidades Portuguesas, aquando da última intervenção de Renovação Urbana realizada na zona pela Câmara Municipal de Lagos.

Data de inauguração: 4 de Outubro de 2002 (com a presença do então Ministro Isaltino Morais)

Nota:

Esta listagem não pretende ser exaustiva, apenas nomeando algumas das mais conhecidas estátuas e esculturas de Lagos. Para além destas obras, existem outras importantes peças de arte pública, como painéis de azulejos, que podem ser apreciadas em vários edifícios e equipamentos da cidade (exemplos: Edifício dos CTT; painel no edifício do antigo BNU; painel de azulejos existente na ponte pedonal da Marina; etc.)

 

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